Amanhã
De mãos vazias
atravessei o labirinto
silencioso do ontem
E hoje
o Mal-me-quer
Bem-me-quer
diluiu-se vagarosamente
em meus dedos
Impaciente espero
o tempo passar
ás margens pálidas
do amanhã
Recolho-me
...Não vou mais esperar
você pintar um pôr de sol
dentro do meu olhar...
Valentina Diadory
21/01/10
18:15 h
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Cerejas
Cerejas
Uma taça cheia...
Amálgama suculenta
vermelha e nua
Banhadas em marasquino
o aroma frutado
enche os olhos
matura a sede
À meia luz
Cerejas moldam
a janela do decote
o calor da pele
e cobrem o caminho
aberto para os seios
Desenham a boca
e a polpa macia
bole com a libido...
Nos entremeios
beijos sôfregos
um frêmito
e o calafrio na espinha
espargi o gozo...
Valentina Diadory
01/02/2011
22:45 h
Uma taça cheia...
Amálgama suculenta
vermelha e nua
Banhadas em marasquino
o aroma frutado
enche os olhos
matura a sede
À meia luz
Cerejas moldam
a janela do decote
o calor da pele
e cobrem o caminho
aberto para os seios
Desenham a boca
e a polpa macia
bole com a libido...
Nos entremeios
beijos sôfregos
um frêmito
e o calafrio na espinha
espargi o gozo...
Valentina Diadory
01/02/2011
22:45 h
Míope
Míope
As pálpebras
pesam enviesadas
E há um talho míope
sobre o mar aberto
do olhar
Verte uma dor
que escreve um vinco
na face veludosa
sem machucar
Cerra os olhos
apalpa o poema
tenta secar
as palavras esconsas
deitadas sobre o rasgo
inerte de solidão
aberto numa página
escondida da alma
Valentina Diadory
31/01/2011
21:30 h
As pálpebras
pesam enviesadas
E há um talho míope
sobre o mar aberto
do olhar
Verte uma dor
que escreve um vinco
na face veludosa
sem machucar
Cerra os olhos
apalpa o poema
tenta secar
as palavras esconsas
deitadas sobre o rasgo
inerte de solidão
aberto numa página
escondida da alma
Valentina Diadory
31/01/2011
21:30 h
Fecundação
Fecundação
Poeta atravessa
o silêncio largo do crepúsculo
e morosamente trabalha
a essência da alma
Planta o feto
Embebe-se no húmus farto
da criação
Rega ...
E a seiva espessa
alimenta a raiz do verbo
Em tempo fecundo
amadurece o verso
corta o cordão umbilical
Nas linhas férteis do canteiro
um grito feliz de liberdade
ecoa e pari a poesia
Rafael Augusto – Valentina Diadory
28/01/2011
15:30 h
Poeta atravessa
o silêncio largo do crepúsculo
e morosamente trabalha
a essência da alma
Planta o feto
Embebe-se no húmus farto
da criação
Rega ...
E a seiva espessa
alimenta a raiz do verbo
Em tempo fecundo
amadurece o verso
corta o cordão umbilical
Nas linhas férteis do canteiro
um grito feliz de liberdade
ecoa e pari a poesia
Rafael Augusto – Valentina Diadory
28/01/2011
15:30 h
Tecelã
Tecelã
De véspera
desfaço as dobras
e os fios emaranhadas
nas linhas do destino
Não durmo a vida
Nos rodapés das noites
desato os nós
cozo os nacos gastos
tricoto o cansaço
Pela manhã
colho na face uma réstia de sol
Apanho um verso
no vaso raso de amor-perfeito
e vivo mais um dia
Valentina Diadory
26/05/10
7:18 h
De véspera
desfaço as dobras
e os fios emaranhadas
nas linhas do destino
Não durmo a vida
Nos rodapés das noites
desato os nós
cozo os nacos gastos
tricoto o cansaço
Pela manhã
colho na face uma réstia de sol
Apanho um verso
no vaso raso de amor-perfeito
e vivo mais um dia
Valentina Diadory
26/05/10
7:18 h
Prefácio
Prefácio
Um nome
Um eco
Um borrão
deixado no deserto
Quiça uma página virada
na fimbria do vento
Um rio miúdo e sem vírgulas
Um verso
Uma exclamação
do outro lado do sol
Quiça uma estrela
um luar pendurado
nas reticências do céu
Uma interrogação
numa linha inventada
Um ponto final
ancorado no mar
Quiça um poema ...
Valentina Diadory
15/08/10
6:45 h
Um nome
Um eco
Um borrão
deixado no deserto
Quiça uma página virada
na fimbria do vento
Um rio miúdo e sem vírgulas
Um verso
Uma exclamação
do outro lado do sol
Quiça uma estrela
um luar pendurado
nas reticências do céu
Uma interrogação
numa linha inventada
Um ponto final
ancorado no mar
Quiça um poema ...
Valentina Diadory
15/08/10
6:45 h
Solfejos
Solfejos
Lume arde
Queima a seda
a pele
...E o tato
onde se cala
ofega solfejos
Valentina Diadory
20/02/2011
09:10 h
Lume arde
Queima a seda
a pele
...E o tato
onde se cala
ofega solfejos
Valentina Diadory
20/02/2011
09:10 h
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Alva
Alva
No avesso da janela
a brancura
alvíssima da neve
cobre o cume
verde da montanha
Polvilha as ruas e orvalha
a silenciosa manhã
já prenhe de poesia
Valentina Diadory
28/01/2011
9:35 h
No avesso da janela
a brancura
alvíssima da neve
cobre o cume
verde da montanha
Polvilha as ruas e orvalha
a silenciosa manhã
já prenhe de poesia
Valentina Diadory
28/01/2011
9:35 h
Amargo
Amargo
Um limo inundou
a vela do lume
Um breu se acendeu...
Um travo amarga a língua
Uma letargia...
E o lápis roto
inerte
largado no assoalho
Valentina Diadory
14/05/10
7:40 h
Um limo inundou
a vela do lume
Um breu se acendeu...
Um travo amarga a língua
Uma letargia...
E o lápis roto
inerte
largado no assoalho
Valentina Diadory
14/05/10
7:40 h
Poeta
Poeta
Poeta tem
um retalho de mar
cerzido nos olhos
e um sol poente
ardendo no peito
Dia e noite
saliva palavras sob a língua...
Queima
deságua...
Valentina Diadory
26/01/2011
22:00 h
Poeta tem
um retalho de mar
cerzido nos olhos
e um sol poente
ardendo no peito
Dia e noite
saliva palavras sob a língua...
Queima
deságua...
Valentina Diadory
26/01/2011
22:00 h
Paz
Paz
Não sou daqui
venho de longe
Trago no côncavo das mãos
meu mundo caiado
e o esvoaçar
colorido das borboletas
Valentina Diadory
26/01/11
10:11 h
Não sou daqui
venho de longe
Trago no côncavo das mãos
meu mundo caiado
e o esvoaçar
colorido das borboletas
Valentina Diadory
26/01/11
10:11 h
Sede
Sede
Dá-me um gole d’água
para molhar a palavra
que me bebe por dentro
Espreme uma gota
e inunda o verbo enroscado
na minha garganta
Que arde de sede
e me arranha
Afoga
minha língua enfebrecida
e deixa minha boca
cheia de versos
Valentina Diadory
24/01/2011
21:00 h
Dá-me um gole d’água
para molhar a palavra
que me bebe por dentro
Espreme uma gota
e inunda o verbo enroscado
na minha garganta
Que arde de sede
e me arranha
Afoga
minha língua enfebrecida
e deixa minha boca
cheia de versos
Valentina Diadory
24/01/2011
21:00 h
Sem atalho
Sem atalho
Entre aspas vocifero
Engasgo nas reticências
Resvalo na grafia das letras
Calo
Nada ouço
Do fim ao começo
enxergo a dor sem atalho
doendo por dentro
Atravesso a página insone
e as borboletas
alheias a tudo dançam ao vento
Valentina Diadory
10/11/10
14:10 h
Entre aspas vocifero
Engasgo nas reticências
Resvalo na grafia das letras
Calo
Nada ouço
Do fim ao começo
enxergo a dor sem atalho
doendo por dentro
Atravesso a página insone
e as borboletas
alheias a tudo dançam ao vento
Valentina Diadory
10/11/10
14:10 h
Inocência
Inocência
De repente
na ponta dos pés
o dia boceja e nasce viril
Um naco de sol
abarca o colo casto
doura a inocência
e a face viçosa enrubesce
Valentina Diadory
23/01/2011
09:20 h
De repente
na ponta dos pés
o dia boceja e nasce viril
Um naco de sol
abarca o colo casto
doura a inocência
e a face viçosa enrubesce
Valentina Diadory
23/01/2011
09:20 h
Sonhos
Sonhos
Era uma vez
sonhos aos molhos
e de olhos abertos
guardados todas as noites
na gaveta emperrada
do criado-mudo
No bocejar do dia
o sol enfeita a janela
dos sonhos empoeirados
trancados no quarto
Valentina Diadory
15/01/11
07:18 h
Era uma vez
sonhos aos molhos
e de olhos abertos
guardados todas as noites
na gaveta emperrada
do criado-mudo
No bocejar do dia
o sol enfeita a janela
dos sonhos empoeirados
trancados no quarto
Valentina Diadory
15/01/11
07:18 h
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Torvelinho
Torvelinho
Esmorece a tarde
Um resto de sol
uma fagulha fina e fria
no céu se desvanece
E as folhas
secas de poesia
se arrastam esmaecidas
pela rua
No coração do poeta
um torvelinho escondido
soletra rumores
de passos alheios
rondando o vagar
de seus devaneios
Valentina Diadory
10/11/10
17:28 h
Esmorece a tarde
Um resto de sol
uma fagulha fina e fria
no céu se desvanece
E as folhas
secas de poesia
se arrastam esmaecidas
pela rua
No coração do poeta
um torvelinho escondido
soletra rumores
de passos alheios
rondando o vagar
de seus devaneios
Valentina Diadory
10/11/10
17:28 h
Leitura
Leitura
Na falha funda
da nervura da folha
o sereno noturno
pendura uma rima
tece um verso
O sol amanhece
a folha frágil oscila
derruba palavras
e derrete o verbo
pelo caminho
Finda mais um poema
aos olhos de quem lê
Valentina Diadory
21/01/2011
21:30 h
Na falha funda
da nervura da folha
o sereno noturno
pendura uma rima
tece um verso
O sol amanhece
a folha frágil oscila
derruba palavras
e derrete o verbo
pelo caminho
Finda mais um poema
aos olhos de quem lê
Valentina Diadory
21/01/2011
21:30 h
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Amor
Amor
Há dias em que o silêncio
de todas as horas
aflora na língua um sol
À flor da pele dilata poros
brota o sal e transpira o lume
Valentina Diadory
18/05/10
07:28 h
Há dias em que o silêncio
de todas as horas
aflora na língua um sol
À flor da pele dilata poros
brota o sal e transpira o lume
Valentina Diadory
18/05/10
07:28 h
Prelúdio do Instante
Prelúdio do instante
Ela tem o olhar sentado
num canto da sala
Escondido dentro
da morosidade eterna
da cera que derrete
o prelúdio farto do instante
Tem o coração exilado
pernoitando no limbo
viscoso da espera
E o amor não chega
o amanhã demora
Valentina Diadory
19/01/2011
20:10 h
Artesão
Artesão
Seu amor
caminhou na distancia
venceu as léguas do tempo
Nas dobras
do véu da noite pernoitou
Abriu a janela da manhã
acendeu a candeia do sol
e no meu silêncio cantou
Como um artesão
virou as páginas da minh'alma
e talhou versos ...
Em folhas de ferro escreveu
Esculpiu-te em meu viver
Valentina Diadory
04/01/2011
21:25 h
Seu amor
caminhou na distancia
venceu as léguas do tempo
Nas dobras
do véu da noite pernoitou
Abriu a janela da manhã
acendeu a candeia do sol
e no meu silêncio cantou
Como um artesão
virou as páginas da minh'alma
e talhou versos ...
Em folhas de ferro escreveu
Esculpiu-te em meu viver
Valentina Diadory
04/01/2011
21:25 h
Ardo-me
Ardo-me
Na ausência tua
à sombra do tato
ardo-me
Ébrio de urgências
tu me chegas silencioso
atravessa as margens
das páginas encabuladas
e já lidas
Folheia-me
Despe o pecado
guarda o teu corpo
dentro do meu e fala
Na ausência tua
à sombra do tato
ardo-me
Ébrio de urgências
tu me chegas silencioso
atravessa as margens
das páginas encabuladas
e já lidas
Folheia-me
Despe o pecado
guarda o teu corpo
dentro do meu e fala
Valentina Diadory
10/01/11
23:15 h
O teu lugar
O teu lugar
Trago-te nas dobras
das pálpebras
No avesso da retina
No mais profundo
da minh'alma
Dentro da fôrma
que moldo a poesia
Valentina Diadory
11/01/2011
17:00 h
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Adeus
Adeus
Ninguém leu
o sorriso se apagando
e o rumor da palavra
ferindo o coração
Ninguém viu os espinhos
ceifando a face
o amargor do fel
e o grito engolido
fundindo-se com a dor
Valentina Diadory
15/08/10
19:30 h
Ninguém leu
o sorriso se apagando
e o rumor da palavra
ferindo o coração
Ninguém viu os espinhos
ceifando a face
o amargor do fel
e o grito engolido
fundindo-se com a dor
Valentina Diadory
15/08/10
19:30 h
Um filme antigo
Um filme antigo
Os olhos se fecham
a face enfebrece
e o camafeu sacoleja
na generosidade talhada
do decote
Os lábios coram e a boca
virgem da donzela
delira com a volúpia
do primeiro beijo
Valentina Diadory
14/07/10
13:20 h
Os olhos se fecham
a face enfebrece
e o camafeu sacoleja
na generosidade talhada
do decote
Os lábios coram e a boca
virgem da donzela
delira com a volúpia
do primeiro beijo
Valentina Diadory
14/07/10
13:20 h
Solidão
Solidão
Tarde áspera num dia
de sol emprestado
...Olhar côncavo
fita o jardim vazio
Enigmático tece
um mergulho
no silêncio perene
Açoita segredos
e o chapéu sombreia
as janelas vizinhas
Nada faz sentido
Valentina Diadory
08/01/11
18:30 h
Tarde áspera num dia
de sol emprestado
...Olhar côncavo
fita o jardim vazio
Enigmático tece
um mergulho
no silêncio perene
Açoita segredos
e o chapéu sombreia
as janelas vizinhas
Nada faz sentido
Valentina Diadory
08/01/11
18:30 h
Intimidade
Intimidade
Gemidos roucos
entrelaçar de pernas
amassando lençóis
Cabelos presos
em desalinho
Decote ousado
no colo descoberto
o hálito chega quente
e um beijo
na esquina do pescoço...
É o começo de tudo.
Valentina Diadory
14/09/10
22:05 h
Gemidos roucos
entrelaçar de pernas
amassando lençóis
Cabelos presos
em desalinho
Decote ousado
no colo descoberto
o hálito chega quente
e um beijo
na esquina do pescoço...
É o começo de tudo.
Valentina Diadory
14/09/10
22:05 h
Nada sei...
Nada sei...
Do amor nada sei...
Sou ainda uma aprendiz
deslumbrada com esse céu
de outras nuvens
de outros sonhos...
Sei dos raios e trovões
da tempestade
que está acontecendo
aqui dentro
Sei do meu mundo
desabando
e tenho medo
do que possa acontecer
amanhã...
Valentina Diadory
04/11/10
12:20 h
Do amor nada sei...
Sou ainda uma aprendiz
deslumbrada com esse céu
de outras nuvens
de outros sonhos...
Sei dos raios e trovões
da tempestade
que está acontecendo
aqui dentro
Sei do meu mundo
desabando
e tenho medo
do que possa acontecer
amanhã...
Valentina Diadory
04/11/10
12:20 h
Despetalando...
Despetalando...
Hoje estou flor
colhida antes da hora
Esquecida com os pés
fora d'água
Sem sol
Sem ar
Sem viço
Despetalando ...
Valentina Diadory
05/01/11
15:30
Hoje estou flor
colhida antes da hora
Esquecida com os pés
fora d'água
Sem sol
Sem ar
Sem viço
Despetalando ...
Valentina Diadory
05/01/11
15:30
Invernal
Invernal
Um ramo
vistoso de estrelícias
se debruça na cerca
Boceja e colhe
uma réstia de luz
esquecida pelo sol
no portão
Valentina Diadory
28/06/10
17:50 h
Um ramo
vistoso de estrelícias
se debruça na cerca
Boceja e colhe
uma réstia de luz
esquecida pelo sol
no portão
Valentina Diadory
28/06/10
17:50 h
Tátil
Tátil
À meia luz
suas mãos não tardam
Chegam devastadoras
rasgam o silêncio
apalpam a fimbria
dos desejos
Em brasa
desabotoam recatos
queimam vãos...
Valentina Diadory
14/6/10
23:15
Inquietude
Inquietude
Só agora me dei conta...
Lá no fundo
careço do silêncio
para ouvir
a canção da poesia
Valentina Diadory
22/04/10
23:30 h
Só agora me dei conta...
Lá no fundo
careço do silêncio
para ouvir
a canção da poesia
Valentina Diadory
22/04/10
23:30 h
Sobras
Sobras
Traz nos olhos
sobras de um vitral
Cacos de sonhos
estilhaços da vida
misturados a um facho
amarelo de sol
Na boca sem fala
a fome e os restos
d’um beijo salgado do mar
Uma lágrima cai
borra a face
varre o silêncio
e se atola no cais
As mãos enrugadas
esfarelam e sacodem
um punhado cheio
de flocos de lembranças
E ninguém lhe diz
para onde esse vento vai
Valentina Diadory
28/03/10
13:30 h
Traz nos olhos
sobras de um vitral
Cacos de sonhos
estilhaços da vida
misturados a um facho
amarelo de sol
Na boca sem fala
a fome e os restos
d’um beijo salgado do mar
Uma lágrima cai
borra a face
varre o silêncio
e se atola no cais
As mãos enrugadas
esfarelam e sacodem
um punhado cheio
de flocos de lembranças
E ninguém lhe diz
para onde esse vento vai
Valentina Diadory
28/03/10
13:30 h
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Perambulando
Perambulando
Fogo morno enrubesce
a face apaga
o sorriso que cantava
no canto dos lábios...
Olhar de busca
de promessa
e de tanta espera
fugidio se arrasta...
De lá para cá
cata nos silêncios
os restos da inocência
do dia...
Olhar cansado perambula
já não sabe mais
por onde anda o amor
que tanto precisa...
Valentina Diadory
23/08/10
12:26 h
Fogo morno enrubesce
a face apaga
o sorriso que cantava
no canto dos lábios...
Olhar de busca
de promessa
e de tanta espera
fugidio se arrasta...
De lá para cá
cata nos silêncios
os restos da inocência
do dia...
Olhar cansado perambula
já não sabe mais
por onde anda o amor
que tanto precisa...
Valentina Diadory
23/08/10
12:26 h
Por toda a vida
Por toda a vida
Por mais distantes
que possamos estar
um do outro
Por mais que doa
a saudade
Ainda assim podemos dizer
Somos inseparavéis
e nos amaremos
sob o mesmo céu
por toda a vida
Valentina Diadory
18/09/10
21:15 h
Por mais distantes
que possamos estar
um do outro
Por mais que doa
a saudade
Ainda assim podemos dizer
Somos inseparavéis
e nos amaremos
sob o mesmo céu
por toda a vida
Valentina Diadory
18/09/10
21:15 h
Arrumação
Arrumação
Meu coração
tirou o dia
para se arrumar
se enfeitar...
Está amando
florindo por dentro.
Valentina Diadory
15/06/10
18:10 h
Beleza
Beleza
É tão bonito nós dois
de mãos dadas
com a vida
Nos amando
nos bastando ...
Valentina Diadory
15/10/10
08:25 h
É tão bonito nós dois
de mãos dadas
com a vida
Nos amando
nos bastando ...
Valentina Diadory
15/10/10
08:25 h
Sem fim...
Sem fim...
Na folha amassada
versos inacabados
de uma história de amor
Lá no fundo uma dor
sem tom
sem cor
doendo sem fim...
Valentina Diadory
14/03/10
18:35 h
Na folha amassada
versos inacabados
de uma história de amor
Lá no fundo uma dor
sem tom
sem cor
doendo sem fim...
Valentina Diadory
14/03/10
18:35 h
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